Já começou a 2ª Etapa do Plano de Educação da Cidade de São Paulo. Agora acontecem as Plenárias Livres nas 31 Subprefeituras da Capital. Nesta fase serão eleitos os delegados para a 3ª Etapa - Conferência Municipal de Educação. Veja Cronograma e locais de reuniões no www.eliseugabriel.com.br
Entidades como o Movimento Nossa São Paulo, Fórum Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ação Educativa estão realizando econtros temáticos para discutir o plano. No site há também manuais do Vereador e Professor Eliseu Gabriel para que você entenda melhor o plano e ajude a construir uma educação de qualidade na Capital.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Os debates continuam
Depois do sucesso dos seminários de Políticas Públicas do PSB da Capital de São Paulo, cujos temas foram “Reforma Urbana” e “Saúde Pública”, chegou o momento de debatermos a Educação. O encontro será no dia 17 de maio de 2010, segunda-feira, às 19 horas, na Câmara Municipal de São Paulo.
Quem vai coordenar o evento é o companheiro César Callegari, que além de filiado ao PSB é também Presidente da Câmara da Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, Presidente do Instituto Brasileiro de Sociologia Aplicada - IBSA, Presidente do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEB no âmbito da União. Também é Membro do Conselho de Governança do Movimento Todos pela Educação. É autor de vários trabalhos publicados sobre educação pública.
Venha participar deste momento importante do PSB da Capital. Juntos vamos dar a nossa contribuição para a elaboração do Programa de Governo do PSB.
Quem vai coordenar o evento é o companheiro César Callegari, que além de filiado ao PSB é também Presidente da Câmara da Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, Presidente do Instituto Brasileiro de Sociologia Aplicada - IBSA, Presidente do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEB no âmbito da União. Também é Membro do Conselho de Governança do Movimento Todos pela Educação. É autor de vários trabalhos publicados sobre educação pública.
Venha participar deste momento importante do PSB da Capital. Juntos vamos dar a nossa contribuição para a elaboração do Programa de Governo do PSB.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Seminário sobre Saúde Pública foi um grande sucesso !
No sábado, 24/04/2010, aconteceu o 2º. Seminário de Políticas Públicas do PSB da Capital. O tema Saúde Pública atraiu muitos companheiros à Câmara Municipal e aqueles que compareceram ficaram impressionados com o alto nível do evento.
O Seminário deixou claro que o PSB defende o SUS e é claramente contra a tendência à privatização da Saúde Pública, que vem sendo implementada pelo governo de nosso Estado de São Paulo. Para nós do PSB a Saúde Publica é um direito do cidadão e um dever do poder público.
O companheiro Dr. Álvaro Pantaleão coordenou a organização e dirigiu com brilhantismo o evento. Os vereador Eliseu Gabriel, presidente municipal do PSB e o vereador Gabriel Chalita, pré-candidato ao Senado pelo PSB estiveram presentes.
Participaram da mesa e apresentaram teses a Dra. Neide Biscuola, a Dra. Marianne Pinotti, o Dr. Marcelo Genari, o Dr. Mario Santoro, o Sr. Amaro Gurgel, Presidente da Cooperativa de Transportes Escolares, o Sr. Francisco Canindé do Instituto Hidrocidadania, o Sr. José Roberto Prebill, Presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Afins, além do Dr. Pantaleão. Também usaram a palavra o Dr. Antonio Bussoletti e o administrador hospitalar Élson Fontenele.

As teses abarcaram os temas: Determinantes Sociais de Saúde; Financiamento da Saúde; Programa de Saúde da Família (PSF); Sistema Único de Saúde (SUS); Assistência Hospitalar no SUS; Administração em Saúde Pública; Organizações Sociais X Administração Direta; Programas de Atenção em Saúde; Saúde Suplementar; Saúde Complementar; Papel das Agências Reguladoras na Saúde; Saúde Mental; Água, Saúde e Cidadania e; Sindicatos e Saúde.
A companheira Neide Biscuola propôs uma moção de apoio a candidaturas próprias do PSB em todos os níveis (presidente, governador, senador e deputados) para a próxima eleição. A proposta foi aprovada por unanimidade e em seguida aclamada.

No final dos trabalhos, o vereador Eliseu Gabriel demonstrou toda a sua satisfação com a qualidade do seminário. Afirmou que a contribuição dos socialistas de São Paulo para o Programa de Governo do PSB será de muita relevância. Agradeceu a presença de todos e fez o convite para o próximo encontro, que terá como tema a Educação, no dia 17 de maio próximo às 19 horas.
O Seminário deixou claro que o PSB defende o SUS e é claramente contra a tendência à privatização da Saúde Pública, que vem sendo implementada pelo governo de nosso Estado de São Paulo. Para nós do PSB a Saúde Publica é um direito do cidadão e um dever do poder público.
O companheiro Dr. Álvaro Pantaleão coordenou a organização e dirigiu com brilhantismo o evento. Os vereador Eliseu Gabriel, presidente municipal do PSB e o vereador Gabriel Chalita, pré-candidato ao Senado pelo PSB estiveram presentes.
Participaram da mesa e apresentaram teses a Dra. Neide Biscuola, a Dra. Marianne Pinotti, o Dr. Marcelo Genari, o Dr. Mario Santoro, o Sr. Amaro Gurgel, Presidente da Cooperativa de Transportes Escolares, o Sr. Francisco Canindé do Instituto Hidrocidadania, o Sr. José Roberto Prebill, Presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Afins, além do Dr. Pantaleão. Também usaram a palavra o Dr. Antonio Bussoletti e o administrador hospitalar Élson Fontenele.
As teses abarcaram os temas: Determinantes Sociais de Saúde; Financiamento da Saúde; Programa de Saúde da Família (PSF); Sistema Único de Saúde (SUS); Assistência Hospitalar no SUS; Administração em Saúde Pública; Organizações Sociais X Administração Direta; Programas de Atenção em Saúde; Saúde Suplementar; Saúde Complementar; Papel das Agências Reguladoras na Saúde; Saúde Mental; Água, Saúde e Cidadania e; Sindicatos e Saúde.
A companheira Neide Biscuola propôs uma moção de apoio a candidaturas próprias do PSB em todos os níveis (presidente, governador, senador e deputados) para a próxima eleição. A proposta foi aprovada por unanimidade e em seguida aclamada.
No final dos trabalhos, o vereador Eliseu Gabriel demonstrou toda a sua satisfação com a qualidade do seminário. Afirmou que a contribuição dos socialistas de São Paulo para o Programa de Governo do PSB será de muita relevância. Agradeceu a presença de todos e fez o convite para o próximo encontro, que terá como tema a Educação, no dia 17 de maio próximo às 19 horas.
Nota de Esclarecimento - Sucessão Presidencial
Brasília (DF), 23 de abril de 2010
Nota de esclarecimento
A pedido do pré-candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB), deputado federal Ciro Gomes, postado em seu blog pessoal, o presidente Nacional da legenda, governador Eduardo Campos, convocou reunião da Executiva Nacional para o dia 27 de abril, em NOTA OFICIAL - 23/04/Brasília.
Nos últimos três dias, a Direção Nacional do Partido manteve contato com os seus diversos dirigentes em todo o País e solicitou a cada Diretório Estadual que manifestasse oficialmente a sua posição quanto à decisão do lançamento de candidatura própria à suce ssão presidencial. Esta posição deverá ser encaminhada à Comissão da Executiva Nacional até a próxima segunda-feira (26).
O PSB espera que, caso o debate esteja suficientemente maduro, a reunião do dia 27 seja conclusiva no nível da Comissão da Executiva Nacional. “O companheiro Ciro é o pré-candidato do Partido Socialista à sucessão presidencial e a manutenção de sua candidatura será decidida dentro de um debate democrático”, enfatizou o presidente Nacional do PSB.
“Se a maioria votar pela candidatura própria, todos os filiados estarão convocados a fazer campanha em prol do candidato do Partido. Caso contrário, se o Partido decidir, dentro do processo democrático, por não ter candidatura própria, todos os filiados serão chamados a apoiar as composições partidárias, tanto em suas regiões quanto nacionalmente”, declarou Eduardo Campos.
O PSB terá candidatos a governos em 11 unidades da Federação: Cear , Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraíba e Amapá.
Ao Senado Federal, terá candidatura própria nas seguintes unidades da Federação: Bahia, Ceará, Amapá, Rio Grande do Norte, Maranhão, Distrito Federal, São Paulo e Minas Gerais.
Nota de esclarecimento
A pedido do pré-candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB), deputado federal Ciro Gomes, postado em seu blog pessoal, o presidente Nacional da legenda, governador Eduardo Campos, convocou reunião da Executiva Nacional para o dia 27 de abril, em NOTA OFICIAL - 23/04/Brasília.
Nos últimos três dias, a Direção Nacional do Partido manteve contato com os seus diversos dirigentes em todo o País e solicitou a cada Diretório Estadual que manifestasse oficialmente a sua posição quanto à decisão do lançamento de candidatura própria à suce ssão presidencial. Esta posição deverá ser encaminhada à Comissão da Executiva Nacional até a próxima segunda-feira (26).
O PSB espera que, caso o debate esteja suficientemente maduro, a reunião do dia 27 seja conclusiva no nível da Comissão da Executiva Nacional. “O companheiro Ciro é o pré-candidato do Partido Socialista à sucessão presidencial e a manutenção de sua candidatura será decidida dentro de um debate democrático”, enfatizou o presidente Nacional do PSB.
“Se a maioria votar pela candidatura própria, todos os filiados estarão convocados a fazer campanha em prol do candidato do Partido. Caso contrário, se o Partido decidir, dentro do processo democrático, por não ter candidatura própria, todos os filiados serão chamados a apoiar as composições partidárias, tanto em suas regiões quanto nacionalmente”, declarou Eduardo Campos.
O PSB terá candidatos a governos em 11 unidades da Federação: Cear , Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraíba e Amapá.
Ao Senado Federal, terá candidatura própria nas seguintes unidades da Federação: Bahia, Ceará, Amapá, Rio Grande do Norte, Maranhão, Distrito Federal, São Paulo e Minas Gerais.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Confira a entrevista de Ciro Gomes para a Folha Online
Ciro Gomes: "Estão querendo enterrar o defunto com ele vivo ainda"
da Reportagem Local
Entre duas entrevistas concedidas nesta sexta-feira (23) para a RedeTV! e para o SBT, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) falou com exclusividade ao repórter Breno Costa, da Folha. Na entrevista, ele diz que, caso o PSB decida efetivamente abdicar da possibilidade de candidatura própria, irá respeitar a decisão do partido e seguir as orientações da legenda em relação a apoios nas eleições presidenciais. Segundo ele, o PSB é feito por gente "boa e decente", mas "um pouco inexperiente em certa dimensão". O deputado não descartou colaborar com o programa de governo de Dilma Rousseff. No entanto, na entrevista, ele volta a afirmar que Serra é mais capaz do que Dilma, por conta da inexperiência eleitoral da candidata do presidente Lula.
Leia a seguir a íntegra da entrevista:
Folha - O PSB já definiu que terça-feira será o dia D de sua pré-candidatura e está claro que eles vão optar por acabar com ela. O senhor já se conforma em não ser candidato à Presidência da República nas eleições deste ano?
Ciro Gomes - Eu vou lutar até segunda-feira à noite. Porque considero fundamental para o Brasil, para a democracia brasileira, que o Brasil decida, e não os esquemas de gabinetes em Brasília, confinando as opções até deixar o povo sem alternativa praticamente nenhuma. Eu não quero tomar a Presidência da República de ninguém. Eu quero participar de um debate, trazer uma experiência de 30 anos de vida pública decente, de vivências na área econômica. Mas se o partido entender que não, eu respeitarei. Porque uma democracia se faz não com donos da verdade, se faz com respeito às maiorias. Se a maioria do meu partido entender que não devo ser candidato, eu respeitarei completamente.
Folha - A essa altura dos acontecimentos, o que o faz não declarar efetivamente que não é mais candidato a presidente?
Ciro - Boa-fé, confiança, porque a direção do partido me disse que essa discussão será tomada numa reunião com todos os diretórios estaduais, representados em Brasília. E eu confio, estou entre companheiros. É um partido de gente boa, de gente decente, de gente bem intencionada..... Pode ser de gente um pouco inexperiente em certa dimensão. Talvez o momento histórico colocou a encruzilhada complexa demais para o nível de experiência de alguns companheiros, mas são gente boa.
Folha - Até que momento o senhor efetivamente acreditou na sua candidatura em termos pragmáticos politicamente, no sentido de o partido efetivamente abraçar sua candidatura, a ponto de buscar alianças com outros partidos?
Ciro - Até o presente momento. Porque com a minha experiência, eu não sou nenhum inocente. Eu sei que a natureza da minha candidatura é rebelde ao dispositivo que a grande estrutura do Brasil marcou. A partir da confrontação paroquial, provinciana da política de São Paulo, muito reciprocamente conveniente para eles, PT e PSDB de São Paulo. Eles querem fazer disso a realidade do Brasil. Eu me insurjo contra isso desde sempre. Acho que tem feito muito mal ao país, eu tenho explicado com detalhes, com nomes, o mal que isso tem feito ao Brasil. Então, não terei vida fácil jamais, pela natureza mesmo da candidatura.
Evidente que não tirei aliança nenhuma, se o meu partido não estava seguro de bancar os riscos inerentes a uma candidatura que se rebela contra tudo que está posto na mídia, no poder econômico, nas oligarquias partidárias. Se não for essa a expressão da vontade da maioria, cabe a mim pedir que o partido incorpore no passo adiante, que é o entendimento com alguém que o partido resolva apoiar, as ideias que eu estou defendendo. Porque o que importa não sou eu, o que importa é o país.
Folha - O que o senhor acha que levou a essa situação de agora, de na terça-feira o partido declarar que o senhor não é mais candidato?
Ciro - Eu conversei com eles. Olhando a história do Brasil, com essa candidatura o partido só ganha. Porque está provado que quem disputou cresceu. O partido que não disputou definhou. Inclusive, na minha opinião, com razão. Só deveriam sobreviver partidos que tivessem o que dizer para o país. Porque tem feito muito mal ao Brasil essa pulverização de burocracias partidárias que existem para barganhar minutos de televisão, que têm imenso poder no Congresso Nacional, mas nenhuma responsabilidade com a vida da República, com a vida do povo. Vivem chantageando o poder, e o PSB não é isso.
Folha - No caso de haver a confirmação de o PSB abdicar da candidatura própria, qual será o seu comportamento político a partir daí para as eleições presidenciais? Há possibilidade de apoio a Dilma Rousseff, ou o senhor vai se manter neutro?
Ciro - Eu nunca fui neutro na minha vida, nunca deixei de tomar posição. Eu vou seguir a orientação do meu partido, a posição que o partido tomar é aquela que eu seguirei. O nível de entusiasmo, entretanto, vai depender do nível de incorporação das minhas preocupações com o futuro do país, com as diretrizes éticas, programáticas, ideológicas do passo seguinte que o partido der, se eu não for candidato.
Folha - O senhor pretende se reunir com a candidata Dilma Rousseff para discutir colaborações suas para o programa de governo dela?
Ciro - Sua entrevista está completamente fora de tempo, ou então você está querendo enterrar o defunto com ele vivo ainda. É preciso refrasear as perguntas aí.
Folha - Insisto. Na hipótese da decisão de terça-feira ser desfavorável aos seus anseios, o senhor pretende colaborar com o programa de governo da ex-ministra Dilma Rousseff?
Ciro - Eu acho que é uma falta de delicadeza você tratar como defunto quem está vivo, antes de ser enterrado. Publique isto.
Folha - Durante todo esse tempo em que o senhor tentou viabilizar a sua candidatura, o senhor sempre foi crítico da aliança PT-PMDB. O senhor vai manter o discurso público nesse sentido ou vai se recolher?
Ciro - Eu nunca fui crítico da aliança PT-PMDB. Eu sei que interessa para eles reduzir a minha opinião a essa miudice. Eu não sou crítico de aliança nenhuma. Eu sou crítico da hegemonia moral e intelectual que preside essa aliança. Se você compreende o Brasil, você sabe que precisa ter aliança. A pretexto de que isso é correto e necessário, o que está se fazendo é tráfico de minuto de televisão, é acobertamento de malfeito, manipulação de CPI. E isso não tem nada a ver com governabilidade, tem a ver com frouxidão moral, concessão de espaço público para fisiologia, corrupção e clientelismo. Essa opinião não muda, é uma opinião de vida minha.
Folha - Em entrevista ao portal iG, o senhor declarou que José Serra é mais capaz do que Dilma Rousseff. A sua visão é essa, efetivamente?
Ciro - Eu não dei nenhuma entrevista para o portal iG.
Folha - Independentemente da entrevista, o senhor acredita que José Serra é mais capaz do que a ex-ministra Dilma?
Ciro - O que eu digo a todo mundo que me pergunta é que a Dilma é uma pessoa muito melhor do que o Serra, mas infelizmente para nós outros, o Serra é mais preparado do que ela, mais legítimo do que ela.
Folha - O que confere legitimidade a um candidato?
Ciro - Estrada, serviço prestado, experiência, derrotas, vitórias, compromissos assumidos. Isso é o que confere legitimidade a alguém.
Folha - Já que ele prestou serviços ao país, cumpriu compromissos, por que o senhor o vê como uma figura ruim para o país?
Ciro - A vinculação a um projeto de país que prejudicou o Brasil de forma quase criminosa. Ele foi ministro do governo Fernando Henrique durante quase oito anos. Não adianta fazer de conta, manipular, fazer conivência da grande mídia, lavagem cerebral, não adianta. Ele foi ministro do Planejamento no tempo em que se formatou a privataria. Ele foi ministro da Saúde, ele foi o sucessor do Fernando Henrique, ele foi a Dilma do Fernando Henrique. Isso, infelizmente, é o real. Então, na política, você é você e as suas circunstâncias. Eu, por exemplo, era da mesma turma e rompi quando vi o Fernando Henrique fazer o que estava fazendo. Fui para o deserto, fui falar contra, apelar contra, sofri o pão que o diabo amassou, para sustentar a coerência da minha percepção de mundo em relação ao Brasil.
Folha - O senhor pretende, se não vier a ser candidato a presidente da República, se candidatar a algum outro cargo eletivo este ano?
Ciro - Se eu não for candidato a presidente da República, eu vou me aquietar. Vou sair da política, não sei se definitivamente, mas pelo menos por um longo tempo.....
Folha - Sair da política por um longo tempo significa se ausentar dos debates agora das eleições presidenciais?
Ciro - Depende, se eu for candidato a presidente da República, eu não posso me ausentar. Se eu não for, você espera o defunto ser enterrado para você tripudiar em cima, cuspir na cova.
Fonte: Folha Online
Entre duas entrevistas concedidas nesta sexta-feira (23) para a RedeTV! e para o SBT, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) falou com exclusividade ao repórter Breno Costa, da Folha. Na entrevista, ele diz que, caso o PSB decida efetivamente abdicar da possibilidade de candidatura própria, irá respeitar a decisão do partido e seguir as orientações da legenda em relação a apoios nas eleições presidenciais. Segundo ele, o PSB é feito por gente "boa e decente", mas "um pouco inexperiente em certa dimensão". O deputado não descartou colaborar com o programa de governo de Dilma Rousseff. No entanto, na entrevista, ele volta a afirmar que Serra é mais capaz do que Dilma, por conta da inexperiência eleitoral da candidata do presidente Lula.
Leia a seguir a íntegra da entrevista:
Folha - O PSB já definiu que terça-feira será o dia D de sua pré-candidatura e está claro que eles vão optar por acabar com ela. O senhor já se conforma em não ser candidato à Presidência da República nas eleições deste ano?
Ciro Gomes - Eu vou lutar até segunda-feira à noite. Porque considero fundamental para o Brasil, para a democracia brasileira, que o Brasil decida, e não os esquemas de gabinetes em Brasília, confinando as opções até deixar o povo sem alternativa praticamente nenhuma. Eu não quero tomar a Presidência da República de ninguém. Eu quero participar de um debate, trazer uma experiência de 30 anos de vida pública decente, de vivências na área econômica. Mas se o partido entender que não, eu respeitarei. Porque uma democracia se faz não com donos da verdade, se faz com respeito às maiorias. Se a maioria do meu partido entender que não devo ser candidato, eu respeitarei completamente.
Folha - A essa altura dos acontecimentos, o que o faz não declarar efetivamente que não é mais candidato a presidente?
Ciro - Boa-fé, confiança, porque a direção do partido me disse que essa discussão será tomada numa reunião com todos os diretórios estaduais, representados em Brasília. E eu confio, estou entre companheiros. É um partido de gente boa, de gente decente, de gente bem intencionada..... Pode ser de gente um pouco inexperiente em certa dimensão. Talvez o momento histórico colocou a encruzilhada complexa demais para o nível de experiência de alguns companheiros, mas são gente boa.
Folha - Até que momento o senhor efetivamente acreditou na sua candidatura em termos pragmáticos politicamente, no sentido de o partido efetivamente abraçar sua candidatura, a ponto de buscar alianças com outros partidos?
Ciro - Até o presente momento. Porque com a minha experiência, eu não sou nenhum inocente. Eu sei que a natureza da minha candidatura é rebelde ao dispositivo que a grande estrutura do Brasil marcou. A partir da confrontação paroquial, provinciana da política de São Paulo, muito reciprocamente conveniente para eles, PT e PSDB de São Paulo. Eles querem fazer disso a realidade do Brasil. Eu me insurjo contra isso desde sempre. Acho que tem feito muito mal ao país, eu tenho explicado com detalhes, com nomes, o mal que isso tem feito ao Brasil. Então, não terei vida fácil jamais, pela natureza mesmo da candidatura.
Evidente que não tirei aliança nenhuma, se o meu partido não estava seguro de bancar os riscos inerentes a uma candidatura que se rebela contra tudo que está posto na mídia, no poder econômico, nas oligarquias partidárias. Se não for essa a expressão da vontade da maioria, cabe a mim pedir que o partido incorpore no passo adiante, que é o entendimento com alguém que o partido resolva apoiar, as ideias que eu estou defendendo. Porque o que importa não sou eu, o que importa é o país.
Folha - O que o senhor acha que levou a essa situação de agora, de na terça-feira o partido declarar que o senhor não é mais candidato?
Ciro - Eu conversei com eles. Olhando a história do Brasil, com essa candidatura o partido só ganha. Porque está provado que quem disputou cresceu. O partido que não disputou definhou. Inclusive, na minha opinião, com razão. Só deveriam sobreviver partidos que tivessem o que dizer para o país. Porque tem feito muito mal ao Brasil essa pulverização de burocracias partidárias que existem para barganhar minutos de televisão, que têm imenso poder no Congresso Nacional, mas nenhuma responsabilidade com a vida da República, com a vida do povo. Vivem chantageando o poder, e o PSB não é isso.
Folha - No caso de haver a confirmação de o PSB abdicar da candidatura própria, qual será o seu comportamento político a partir daí para as eleições presidenciais? Há possibilidade de apoio a Dilma Rousseff, ou o senhor vai se manter neutro?
Ciro - Eu nunca fui neutro na minha vida, nunca deixei de tomar posição. Eu vou seguir a orientação do meu partido, a posição que o partido tomar é aquela que eu seguirei. O nível de entusiasmo, entretanto, vai depender do nível de incorporação das minhas preocupações com o futuro do país, com as diretrizes éticas, programáticas, ideológicas do passo seguinte que o partido der, se eu não for candidato.
Folha - O senhor pretende se reunir com a candidata Dilma Rousseff para discutir colaborações suas para o programa de governo dela?
Ciro - Sua entrevista está completamente fora de tempo, ou então você está querendo enterrar o defunto com ele vivo ainda. É preciso refrasear as perguntas aí.
Folha - Insisto. Na hipótese da decisão de terça-feira ser desfavorável aos seus anseios, o senhor pretende colaborar com o programa de governo da ex-ministra Dilma Rousseff?
Ciro - Eu acho que é uma falta de delicadeza você tratar como defunto quem está vivo, antes de ser enterrado. Publique isto.
Folha - Durante todo esse tempo em que o senhor tentou viabilizar a sua candidatura, o senhor sempre foi crítico da aliança PT-PMDB. O senhor vai manter o discurso público nesse sentido ou vai se recolher?
Ciro - Eu nunca fui crítico da aliança PT-PMDB. Eu sei que interessa para eles reduzir a minha opinião a essa miudice. Eu não sou crítico de aliança nenhuma. Eu sou crítico da hegemonia moral e intelectual que preside essa aliança. Se você compreende o Brasil, você sabe que precisa ter aliança. A pretexto de que isso é correto e necessário, o que está se fazendo é tráfico de minuto de televisão, é acobertamento de malfeito, manipulação de CPI. E isso não tem nada a ver com governabilidade, tem a ver com frouxidão moral, concessão de espaço público para fisiologia, corrupção e clientelismo. Essa opinião não muda, é uma opinião de vida minha.
Folha - Em entrevista ao portal iG, o senhor declarou que José Serra é mais capaz do que Dilma Rousseff. A sua visão é essa, efetivamente?
Ciro - Eu não dei nenhuma entrevista para o portal iG.
Folha - Independentemente da entrevista, o senhor acredita que José Serra é mais capaz do que a ex-ministra Dilma?
Ciro - O que eu digo a todo mundo que me pergunta é que a Dilma é uma pessoa muito melhor do que o Serra, mas infelizmente para nós outros, o Serra é mais preparado do que ela, mais legítimo do que ela.
Folha - O que confere legitimidade a um candidato?
Ciro - Estrada, serviço prestado, experiência, derrotas, vitórias, compromissos assumidos. Isso é o que confere legitimidade a alguém.
Folha - Já que ele prestou serviços ao país, cumpriu compromissos, por que o senhor o vê como uma figura ruim para o país?
Ciro - A vinculação a um projeto de país que prejudicou o Brasil de forma quase criminosa. Ele foi ministro do governo Fernando Henrique durante quase oito anos. Não adianta fazer de conta, manipular, fazer conivência da grande mídia, lavagem cerebral, não adianta. Ele foi ministro do Planejamento no tempo em que se formatou a privataria. Ele foi ministro da Saúde, ele foi o sucessor do Fernando Henrique, ele foi a Dilma do Fernando Henrique. Isso, infelizmente, é o real. Então, na política, você é você e as suas circunstâncias. Eu, por exemplo, era da mesma turma e rompi quando vi o Fernando Henrique fazer o que estava fazendo. Fui para o deserto, fui falar contra, apelar contra, sofri o pão que o diabo amassou, para sustentar a coerência da minha percepção de mundo em relação ao Brasil.
Folha - O senhor pretende, se não vier a ser candidato a presidente da República, se candidatar a algum outro cargo eletivo este ano?
Ciro - Se eu não for candidato a presidente da República, eu vou me aquietar. Vou sair da política, não sei se definitivamente, mas pelo menos por um longo tempo.....
Folha - Sair da política por um longo tempo significa se ausentar dos debates agora das eleições presidenciais?
Ciro - Depende, se eu for candidato a presidente da República, eu não posso me ausentar. Se eu não for, você espera o defunto ser enterrado para você tripudiar em cima, cuspir na cova.
Fonte: Folha Online
sexta-feira, 23 de abril de 2010
"Ciro não está fora do páreo ainda", diz presidente do PSB
Camila Campanerut
Do UOL Eleições
Em Brasília
O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, negou nesta sexta-feira (23), após conversa com o presidente Lula em Brasília, que o deputado federal Ciro Gomes esteja fora das eleições. "Ele não está fora do páreo ainda. Vai depender de a maioria do partido entender se ele deve ser candidato", disse.
Reportagem publicada pelo jornal "Folha de S.Paulo" nesta sexta-feira aponta que o PSB já decidiu pela saída de Ciro da corrida presidencial, mas que o partido prepara um série de ritos para uma saída honrosa. Até a próxima terça-feira, o PSB deve consultar os diretórios estaduais sobre uma aliança com o PT.
Campos não quis comentar as declarações de Ciro em entrevista ao portal iG dizendo que o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, "é mais preparado, mais legítimo, mais capaz" do que Dilma Rousseff, pré-candidata do PT.
O presidente do PSB disse ainda que não seria árbitro da decisão de Ciro e que acompanhou durante um ano e seis meses os debates e viagens que compuseram o trabalho de pré-candidatura dele à presidência. "Quem disser que está decidido está mentindo. [..] Está chutando, está sendo mal informado", afirmou.
O pessebista se negou a comentar um plano B caso Ciro Gomes não saia candidato a presidente e falou que a influência de Lula funcionaria como a de um "coordenador de campanha, mas quem decide são os militantes do PSB".
FONTE: UOL
Do UOL Eleições
Em Brasília
O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, negou nesta sexta-feira (23), após conversa com o presidente Lula em Brasília, que o deputado federal Ciro Gomes esteja fora das eleições. "Ele não está fora do páreo ainda. Vai depender de a maioria do partido entender se ele deve ser candidato", disse.
Reportagem publicada pelo jornal "Folha de S.Paulo" nesta sexta-feira aponta que o PSB já decidiu pela saída de Ciro da corrida presidencial, mas que o partido prepara um série de ritos para uma saída honrosa. Até a próxima terça-feira, o PSB deve consultar os diretórios estaduais sobre uma aliança com o PT.
Campos não quis comentar as declarações de Ciro em entrevista ao portal iG dizendo que o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, "é mais preparado, mais legítimo, mais capaz" do que Dilma Rousseff, pré-candidata do PT.
O presidente do PSB disse ainda que não seria árbitro da decisão de Ciro e que acompanhou durante um ano e seis meses os debates e viagens que compuseram o trabalho de pré-candidatura dele à presidência. "Quem disser que está decidido está mentindo. [..] Está chutando, está sendo mal informado", afirmou.
O pessebista se negou a comentar um plano B caso Ciro Gomes não saia candidato a presidente e falou que a influência de Lula funcionaria como a de um "coordenador de campanha, mas quem decide são os militantes do PSB".
FONTE: UOL
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Convite
Neste sábado, 24/4, às 14hrs, acontece o 2º. Seminário sobre Políticas Públicas do PSB da Cidade de São Paulo
Agora o tema é "Saúde Pública".
Será realizado na Câmara Municipal de São Paulo, no viaduto Jacareí, 100, nas salas Sérgio Vieira de Melo e Oscar Pedroso Horta. Este seminário será coordenado pelo companheiro Dr. Álvaro Pantaleão, presidente do zonal de Vila Mariana.
O objetivo desta série de seminários é debater temas relevantes para São Paulo e incorporá-los ao programa de governo do PSB para as próximas eleições.
Sua presença é muito importante.
Agora o tema é "Saúde Pública".
Será realizado na Câmara Municipal de São Paulo, no viaduto Jacareí, 100, nas salas Sérgio Vieira de Melo e Oscar Pedroso Horta. Este seminário será coordenado pelo companheiro Dr. Álvaro Pantaleão, presidente do zonal de Vila Mariana.
O objetivo desta série de seminários é debater temas relevantes para São Paulo e incorporá-los ao programa de governo do PSB para as próximas eleições.
Sua presença é muito importante.
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