quinta-feira, 22 de abril de 2010

Presidente Lula não decidirá sobre candidatura de Ciro, diz presidente do PSB

GABRIELA GUERREIRO
da Sucursal de Brasília


Em meio à pressão do Palácio do Planalto para que o deputado Ciro Gomes (PSB-SP) retire sua candidatura à Presidência da República, o presidente do PSB, Eduardo Campos (PE), disse nesta quarta-feira que a decisão sobre o ingresso do parlamentar da disputa será exclusiva do PSB. Campos disse que, apesar de o partido respeitar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não cabe ao petista determinar os caminhos a serem seguidos pelo PSB.

"Colocar candidatura ou tirar candidatura é uma tarefa da direção nacional do partido, ouvindo a sua base. Não é uma tarefa nem do presidente da República, que ao nosso ver é o coordenador do processo de sua sucessão, mas não cabe ao Lula decidir o que nós vamos fazer ou não com o Ciro, nem cabe a outros partidos. Cabe à gente", afirmou.

Campos disse que Ciro vai cumprir a decisão do comando do PSB, mesmo depois da carta divulgada pelo deputado na qual demonstrou sua insatisfação com a pressão de Lula para retirar seu nome da disputa.

"O Ciro deixa claro a todos que estará disposto a seguir a decisão partidária desde que essa seja uma decisão nossa. E ele sabe que essa será uma decisão nossa", afirmou.

Campos reiterou que o PSB vai reunir sua direção no dia 27 de abril para decidir se terá ou não candidato próprio ao Palácio do Planalto. Até lá, segundo o governador de Pernambuco, haverá conversar com os Estados para definir se uma eventual aliança com o PT no cenário nacional terá reflexos nas políticas regionais.

"O nosso PSB continua a sonhar com a Presidência da República. Se vai ser possível? O que vai dizer são as circunstâncias políticas."

Questionado sobre a demora na definição sobre a candidatura de Ciro, campos disse que o partido "não tem pressa" porque tem até junho para tomar a sua decisão --mesmo com a queda do deputado segundo pesquisa Datafolha divulgada na semana passada. "Nós temos até junho para tomar essa decisão. Quem tem prazo, não deve ter pressa. Nós temos prazo e vamos ter o tempo da política."

Medalha

O governador de Pernambuco foi homenageado hoje com a medalha Ordem do Mérito de Brasília, entregue a personalidades políticas e artísticas na comemoração dos 50 anos da capital federal. Campos aproveitou a ida a Brasília para se reunir com a cúpula da legenda e discutir o futuro político de Ciro.

Fonte: Folha Online

terça-feira, 20 de abril de 2010

Saúde Pública é o tema da segunda rodada de seminários da Executiva Municipal

O PSB municipal organiza o segundo seminário de uma série de encontros no ano. Neste sábado 24/04, a pauta será Saúde Pública com a coordenação do companheiro Dr. Álvaro Pantaleão, na sala Sérgio Vieira de Melo, na Câmara Municipal, a partir das 14 horas.

Mais informações na sede do Partido na Capital: Rua da Consolação, 331 Conjunto 613, tel.: 3151-3543.

Horário de funcionamento:
De 2ª a 5ª, das 11h às 17h
Às 6ª, das 11h às 16h.

Reforma Urbana foi o tema do seminário do PSB da Capital realizado no sábado

Sábado, 17/4, na Câmara Municipal de São Paulo, foi realizado o 1º. Seminário de Políticas Públicas do PSB da Capital de São Paulo, cujo tema foi “Reforma Urbana”. O companheiro José Roberto Militão, presidente da Comissão Zonal da Lapa, coordenou o evento.

O auditório ficou lotado e boa parte dos presidentes de Zonal e membros compareceram.

Inicialmente o coordenador do evento fez considerações sobre o tema e ressaltou a aceleração do crescimento desordenado das cidades. Hoje, no Brasil, contamos com mais de 80% da população morando em regiões urbanas. Não há planejamento nos centros urbanos para absorver a mão de obra dos trabalhadores do campo que perderam seus empregos por causa da concentração da propriedade e da mecanização das lavouras.

Os presentes dividiram-se em três grupos e discutiram baseados em três questões principais: Quais os principais problemas urbanos das cidades? Como enfrentá-los? O crescimento deve ser contido para minorar os problemas ou deve-se utilizar as ferramentas de planejamento para resolvê-los? Em seguida os relatores dos grupos apresentaram as conclusões de cada grupo a todos os presentes e seguiu-se o debate geral.

Estes resultados serão publicados, em breve, neste blog e também serão encaminhados como contribuição de São Paulo para a elaboração do plano de governo do PSB.

Ao final o companheiro Militão propôs uma moção de apoio a candidaturas próprias do PSB em todos os níveis (presidente, governador, senador e deputados) para a próxima eleição. A proposta foi aprovada por unanimidade.

Os seminários de Políticas Públicas do PSB da Capital de São Paulo continuam e no próximo sábado, 24/04, às 14 horas, será realizado o segundo com o tema “Saúde Pública”, que será coordenado pelo companheiro Dr. Pantaleão. O seminário será na Câmara Municipal de São Paulo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Reforma Urbana abre rodada de seminários da Executiva Municipal

O PSB municipal organiza o primeiro seminário de uma série de encontros no ano. Neste sábado 17/04, a pauta será Reforma Urbana, com a coordenação do companheiro José Roberto Militão, na sala Sérgio Vieira de Melo, na Câmara Municipal, a partir das 13 horas.

Mais informações na sede do Partido na Capital: Rua da Consolação, 331 Conjunto 613, tel: 3151-3543.

Horário de funcionamento:
De 2ª a 5ª, das 11h às 17h
Às 6ª, das 11h às 16h.

Leia o artigo do Deputado Ciro Gomes

A história acabou?

Jamais imaginei, apos trinta anos de vida Pública, viver uma situação política como a em que me encontro. A pouco mais de 60 dias do prazo final para as convenções partidárias que formalizam as candidaturas às eleições gerais de 2010, não consigo entender o que quer de mim o meu partido- o Partido Socialista Brasileiro.

A se dar crédito às pesquisas eleitorais, eu estaria falando por algo ao redor de 15 milhões de brasileiros, apesar de não dispor de nenhuma máquina como as portentosas estruturas do governo federal ou do governo de São Paulo ou de, notoriamente, não ser o mais querido da nossa grande mídia ou de nosso baronato. É muita coisa. É coisa mais que suficiente para irrigar em meu coração um profundo sentimento de gratidão e, mais que isso, um grave sentido de responsabilidade para com nossa Nação. Modesto, mas real e grave!

A se seguir pelo conselho pragmático que avilta a política brasileira, é óbvio que o partido só tem a ganhar apresentando uma candidatura. Os partidos que disputaram, cresceram. Os que não disputaram definharam. Merecidamente, diga-se de passagem.A se por um olho minimamente sério sobre a realidade brasileira presente, mais óbvio e moralmente mais importante ainda é a tarefa de apresentar uma candidatura à presidência!

É fato notório o mal que faz ao Brasil esta polarização amesquinhada, porém mutuamente conveniente, entre o PT e o PSDB. É a imposição ao Brasil ,por um preço cada vez mais impagável, da briga provinciana dos políticos de São Paulo. Lá eles são iguais, especialmente nos defeitos. Isto definitivamente não é verdade no Brasil!

Esta disputa pelo mero mando propiciado pelo poder, ou, pior, por seu aparelhamento patrimonialista e corrupto só garante uma coisa: o Brasil não muda na sua essência de mais desigual entre todos os países do mundo organizado! Claro que com Lula a coisa tem melhorado…Com os neoliberais acanhados do PSDB, a coisa vinha piorando…

A democracia brasileira, jovem e imperfeita como ainda é, agüenta que, ao invés de uma ampla opção arbitrada pelo povo, o jogo do poder seja decidido em gabinetes de Brasília onde a linguagem é um misto de pressões e trocas? Lembremo-nos de que, por regra, as burocracias partidárias se eternizam, o que quer dizer que basta a ação de pressão e/ou ofertas fisiológicas sobre uma mera meia dúzia de pessoas. Assim mesmo: sobre SEIS pessoas fechadas e isoladas em gabinetes de Brasília ou de São Paulo pode-se hoje definir as opções TODAS a serem “escolhidas” pelo povo nas eleições. Isto não é, infelizmente uma hipótese. É o que está acontecendo no Brasil aqui e agora. Omitir-se sobre isto é criminoso!

O sistema eleitoral prevê dois turnos por respeitar a realidade do Pais. Uma federação cheia de maravilhosas contradições! Uma realidade de grande fragmentação partidária, parte por seqüelas de uma ordem política viciada, parte, entretanto, por expressão de muitas realidades que pedem muitos olhares sobre a vida dura de nossas maiorias. As alianças se impõem e são naturais no segundo turno.

A quem interessa tirar do povo as opções que no passado recente permitiram a um sindicalista chegar à presidência? A história acabou? Não há mais o que criticar ou discutir? Oito de Lula, quatro de Dilma, mais oito de Lula é o melhor que podemos construir pro futuro de nosso Pais? A única alternativa é voltar a turma da privataria como diz o Elio Gaspari ? E estas transas tenebrosas de PT com PMDB é o melhor que nossa política pode oferecer como exemplo de prática aos nossos jovens?

O que é o PSB? Um ajuntamento como tantos outros, ou a expressão de um pensar audacioso e idealista sobre o Brasil? Vai se decidir isto agora.

Eu cumprirei com disciplina e respeito democrático o que decidir meu Partido. Respeito suas lideranças. Mas, tenham meus companheiros clareza: eu não desisto! Considero meu dever com o Brasil, lutar até o fim. Se for derrotado, respeito. Mas amanhã algum brasileiro mais atento dirá que alguns não se omitiram quando se quis tirar o povo da jogada.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

PSB inaugura Sede Zonal de Santana na Capital Paulista

Uma grande afirmação do PSB na capital de São Paulo. Mais de 300 pessoas entre militantes, simpatizantes, presidentes zonais e pré candidatos estiveram presentes no coquetel de inauguração da sede do zonal de Santana nesta terça-feira, 13/04.

A rua foi ocupada, pois a nova sede ficou pequena para tanta gente que compareceu ao evento. As presenças do vereador Eliseu Gabriel, presidente municipal e de Paulo Skaf, pré candidato ao governo do Estado de São Paulo, abrilhantaram o evento.

A presidente do zonal de Santana, Eucaris Andrade, agradeceu a presença de todos e conclamou os militantes ali presentes para que participem efetivamente da construção do PSB da cidade de São Paulo.

No seu discurso, Paulo Skaf reafirmou sua condição de pré canditado ao governo do Estado de São Paulo e defendeu a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. Já Eliseu Gabriel ressaltou a importância do evento e disse que o processo eleitoral que se aproxima é o momento para que as propostas socialistas e democráticas sejam amplamente divulgadas e debatidas pela população.

Discursou também o secretário municipal Luiz de Pieri, que falou sobre o processo de organização das 57 zonais do partido na capital e conclamou os presidentes ali presentes a realizarem eventos de inauguração de suas sedes zonais.

Representando o deputado federal Márcio França, presidente estadual do PSB, falou o secretário de finanças do PSB paulistano, Dalmo Viana, que expressou sua satisfação em ver o partido na cidade de São Paulo realmente tomando as ruas.

Ao final, um grupo de militantes entregou a Paulo Skaf uma documento contendo propostas de governo para serem debatidas durante a campanha eleitoral.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Leia o artigo do Deputado Ciro Gomes


Está na hora do PSB pensar grande

Este ano vamos disputar eleições gerais em outubro. É uma oportunidade de ouro para mudar para melhor o país. É o grande momento também para o PSB pensar grande e disputar um lugar entre os quatro principais partidos do país. É a hora de decidir se quer ser gente grande ou continuar pequeno e dependente de outros partidos.

Este ano vamos disputar eleições gerais em outubro, que escolherão Presidente da República, governadores dos estados, deputados federais, deputados estaduais e dois terços do Senado. É uma oportunidade de ouro para mudar para melhor o país e colocar gente decente e honesta na Presidência, nos governos estaduais e nos legislativos estaduais e federal. É o grande momento também para o PSB pensar grande e disputar um lugar entre os quatro principais partidos do país.

Pretensão? Fantasia? Não. Mas certamente vai requerer ousadia. Como um adolescente que está se tornando adulto, é a hora de decidir se quer ser gente grande ou continuar pequeno, dependente de outros partidos, que, por mais aliados que sejam, não são o PSB. Está na hora de decidir se vamos alimentar a estrutura e a estratégia dos nossos aliados, ou se vamos exercer a opção que a democracia nos apresenta de concorrer com candidatos em todas as instâncias de poder no primeiro turno da eleição. Decidir se nos mostramos ao Brasil como uma força nova, coesa, com discurso afinado e gente decente disposta a melhorar o Brasil, ou se seremos apenas mais um dos partidos que se acotovelam em alianças pautadas pela mera distribuição de cargos e favores.

A tese que defendo é que time que não joga não forma torcida. Mesmo que tome de goleada. Está aí o exemplo no futebol. Equipes hoje grandes tiveram inícios medonhos. Times hoje consagrados tiveram fases terríveis, como Corinthians e Botafogo, que levaram 21 anos sem títulos, mas vendo a torcida crescer apaixonadamente. Já pensaram se o Corinthians em vez de insistir tivesse resolvido virar o time B do Palmeiras?

Já fui candidato a Presidente duas vezes. E quero ser pela terceira vez, mesmo sabendo que enfrentaremos uma disputa difícil pela frente. Mas acredito que uma candidatura própria do PSB tem um papel importante a cumprir, que é forçar os demais candidatos a discutirem o futuro do Brasil, com projetos claros, viáveis e inovadores. Não acho que seja correto com o povo brasileiro reduzir o debate eleitoral a uma disputa entre a turma do Lula - na qual me incluo - e a turma do FHC. Os problemas do Brasil são muito maiores e mais profundos do que um simples duelo entre PT e PSDB. Se eles não quiserem debater o Brasil, o PSB o fará, apresentando um projeto de desenvolvimento para o pais. Acredito nos que insistem e isso me aproxima muito do Presidente Lula, um exemplo vivo e atual de que a persistência no final vence.

Além disso, estou convencido que a candidatura própria do partido à Presidência da República será muito benéfica à estratégia de levar o PSB a ser grande. Se conseguirmos 15% que seja dos votos, significam cerca de 20 milhões de eleitores acreditando na mensagem do PSB. Se tivermos a ousadia de fazer uma campanha casada em todos os níveis poderemos eleger importantes bancadas nas assembleias estaduais, na Câmara e no Senado. Já imaginaram, então, se a nossa mensagem empolgar? E se algum dos favoritos escorregar e cair? Podemos chegar até mais longe. E estamos preparados para isso.

Para quem acha isso impossível, basta comparar o que era o PSDB quando elegeu Fernando Henrique Cardoso, em 1994, o que era o PT quando elegeu Lula em 2002 e o que é o PSB hoje. Vocês podem não acreditar, mas a experiência administrativa do PSB hoje é maior ou equivalente do que era a do PSDB em 1994 e do que a do PT em 2002. Hoje, o PSB tem quatro governadores de estado, 333 prefeitos - sendo dois de capitais importantes como Belo Horizonte e Curitiba, e dois ministros de Estado. O PT, em 2002, tinha quatro governadores, 187 prefeitos e nenhum ministro. O PSDB em 1994 tinha apenas um governador de estado, que por coincidência era eu, e 998 prefeitos.

Apenas para encerrar um falso dilema que tem ocupado as páginas de jornal, discordo plenamente que minha eventual candidatura acabe prejudicando a estratégia da candidatura oficial. Ao contrário, basta ler as pesquisas de opinião para ver que quando meu nome é retirado a vida do candidato do PSDB se torna mais tranquila. Na minha opinião, mesmo que o Presidente Lula apoie abertamente essa grande brasileira que é a Dilma Rousseff, ninguém, nem mesmo ele do alto de sua justa popularidade, pode substituir o poder de escolha, que pertence ao povo brasileiro. E para que nosso povo possa escolher bem, é preciso que haja opções.

Até porque, assim, o eleitor poderá até descobrir que existe alguém mais parecido com o próprio Lula do que a candidata que o Lula diz que é. Ou a história de vida da Marina não é parecida com a dele? Ou a minha persistência de ser candidato não é parecida com a dele? Ou as minhas gestões na Prefeitura de Fortaleza e no Governo do Ceará não trouxeram para meus conterrâneos o mesmo acesso à felicidade que hoje o Governo Lula traz ao povo brasileiro?

E se assim for, mais uma vez a democracia terá mostrado seu grande poder de surpreender. Como nos jogos de futebol, em que apenas os times que insistiram em jogar aprenderam a ganhar e se tornarem grandes vencedores. O próprio Lula sabe o que é isso. Afinal, é corintiano. Afinal, virou presidente porque nunca deixou que seu time, o PT, abrisse mão da disputa. Eu, o PSB e o mundo temos muito a aprender com o exemplo de Lula.